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Madeira em ambientes úmidos, como utilizar?

A madeira e o mdf são os materiais mais utilizados na movelaria. Nos ambientes exteriores, ficam charmosos e aconchegantes. Mas para garantir a durabilidade e o aspecto original dos móveis é preciso ter alguns cuidados, pois quanto maior for a exposição às intempéries, maior a probabilidade de a peça estragar rápido.

TIPOS DE MADEIRA VS UMIDADE

“O MDF, o MDP e os compensados devem ser utilizados em ambientes livres de umidade excessiva, não sendo indicados para áreas como piscinas e jardins, pois o contato direto com a água faz o móvel absorver muita umidade e sofre o processo de inchamento”, explica a arquiteta Maira Dolzan, sócia do escritório Toddo Arquitetura, de Florianópolis, acrescentando que, em varandas e sacadas cobertas, é possível apostar nestes produtos desde que não haja exposição direta à chuva. “Para estes espaços, o ideal é aplicar o MDF Ultra, pois possui dupla proteção contra umidade e cupins,” sugere.

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AS MAIS RECOMENDADAS

Para estes locais, Maira recomenda o Super MDF (SMDF) ou a madeira. “O primeiro é caracterizado pela durabilidade e resistência às ações climáticas e não possui muitas restrições quanto à sua utilização.” Lançado pela Masisa em 2014, o Super MDF foi desenvolvido em parceria com a Accsys Technologies e é semelhante ao MDF convencional, mas com tecnologia inovadora que o torna próprio para uso externo, com vida útil de até 50 anos. É fornecido nas espessuras de 6, 15 e 18 milímetros, em chapas de 1.220 x 2.440 milímetros.

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“Já a madeira, além de ser um produto natural e permitir diversos usos, é charmosa e aconchegante. As espécies mais recomendadas são cumaru, peroba e ipê, pela resistência natural que tem às intempéries. Mas para garantir a durabilidade e o seu aspecto original, é preciso ter cuidado”, ressalta a arquiteta.

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PRINCIPAIS PROBLEMAS

Os problemas mais comuns na madeira são o surgimento de fendas, rachaduras e escurecimento, além do aparecimento de pragas (cupins, brocas e fungos). Um dos produtos mais conhecidos para este material é o verniz. Além de realçar a cor da madeira, são resistentes a impacto, calor, abrasão e água. Alguns possuem proteção contra raios ultravioleta, mas vale ressaltar que vernizes com filtros solares muito fortes podem escurecer o móvel. Então se a ideia é manter a cor natural da madeira, a melhor opção é o verniz marítimo.

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“Além do verniz, esmaltes e impregnantes ‘stain’ também são alternativas de proteção”, de acordo com a profissional. “O ‘stain’ permite uma vida mais longa ao mobiliário de áreas externas devido à penetração do produto nos veios da madeira.” Apontado por arquitetos e fabricantes de móveis como a melhor forma de proteger a madeira que fica exposta ao clima, o impregnante atua contra pragas, sol e umidade.

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COMO APLICAR O STAIN

Existem dois tipos de stain: os preservativos e os de acabamento. Para o ambiente externo, a primeira opção é a melhor, pois possui o registro do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) que certifica sua ação fungicida.

A primeira aplicação pode ser feita com rolo ou pincel (no último caso, as pinceladas devem ser longas). São necessárias três demãos, feitas em intervalos de 6 a 8 horas. A secagem completa precisa de 24h.

O stain deve ser reaplicado uma vez por ano. Para peças que já tiveram este tratamento, basta lixar levemente a madeira e limpá-la com um pano úmido, retirando o pó. Depois de seco o móvel, aplicar uma demão do produto. Os móveis protegidos por este acabamento aguentam lavagem cotidiana, mas o ideal é usar somente um pano umedecido com água e detergente neutro.

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