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Handle fuel nozzle to refuel. Vehicle fueling facility.

Entenda por que a população brasileira ficou sem combustível nas últimas semanas

Se perguntarem para pessoas em diferentes cidades brasileiras qual foi o assunto mais falado durante os últimos dias, temos a certeza de que a resposta de todos será a mesma: a paralisação dos caminhoneiros nas estradas do Brasil.

“Será que teremos ônibus hoje?”, “você pode me dar uma carona?”, “o posto de combustível perto da sua casa também está sem gasolina e etanol?”, “você sabe onde posso comprar frutas e legumes para o almoço de hoje?”, “o gás do meu fogão acabou, e agora?”. Sem dúvidas, você deve ter ouvido ou até mesmo feito algumas destas perguntas para colegas, amigos ou familiares, não é mesmo? Estas foram algumas das consequências da greve dos caminhoneiros que durou 10 dias no Brasil.

Abaixo, você irá entender por que os caminhoneiros iniciaram a paralisação e se informar sobre os principais acontecimentos durante estes dias.

marcenaria

O início

No dia 21 de maio, os caminhoneiros iniciaram a paralisação, interrompendo o trânsito em rodovias, total ou parcialmente, em mais de 20 estados brasileiros. Esta ação foi realizada por conta do aumento do preço do óleo diesel, combustível utilizado nos caminhões. A frequência dos ajustes estava ocorrendo diariamente. De acordo com a Petrobrás, a justificativa para os aumentos estava associada ao aumento do dólar e do petróleo no mercado internacional.

No dia 18, sexta-feira anterior ao início da greve, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) protocolou um ofício na Presidência da República e na Casa Civil cobrando “medidas efetivas do Governo diante do aumento constante das refinarias e dos impostos que recaem sobre o óleo diesel”.

Caso o governo não reduzisse a zero a carga tributária sobre o diesel, os caminhoneiros fariam uma greve por tempo indeterminado, a partir de segunda-feira. A resposta dada por representantes do Governo foi de que estavam sendo discutidas formas para a redução dos impostos.

O meio

Os dias que se seguiram após o início da greve foram marcados pela falta de produtos que pararam de chegar em diversos locais de todo o Brasil.

Aulas em universidades e em escolas públicas e privadas foram suspensas, as comidas nas prateleiras nos mercados começaram a diminuir, a frota de transporte público em algumas cidades começou a ser reduzida, alguns voos nos aeroportos foram cancelados, e a falta de combustível e o aumento exorbitante nos preços dos postos começaram a ser percebidos pela população.

Durante este período, o governo e parte dos representantes da categoria conversaram para chegar a um acordo, mas muitos caminhoneiros não concordaram e continuaram a paralisação. Além disso, militares foram acionados pelo presidente do Brasil, Michel Temer, para desbloquear as rodovias.

A medida foi tomada para o que abastecimento de transportes de saúde e de segurança, como ambulâncias e viaturas de polícia, nos estados fosse realizado.

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O “fim”

No sétimo dia de paralisação, a Abcam decide assinar um acordo com o Governo para encerrar as paralisações dos caminhoneiros. O acordo garantiu a redução de R$0,46 no preço do diesel nas bombas dos postos de combustível de todo o Brasil, até o final do ano. Mesmo após a assinatura, alguns caminhoneiros ainda continuaram bloqueando rodovias.

As Forças Armadas e a Polícia Federal atuaram para desmobilizar alguns dos manifestantes que ainda se encontravam nas estradas. Nos postos de combustível, o abastecimento começou a se normalizar.

Outras reivindicações que foram atendidas no acordo entre o Governo e a Abcam: congelamento dos preços do diesel por 60 dias; após os 60 dias, os reajustes no valor acontecerão a cada 30 dias, o que permitirá certa previsibilidade do transportador para cobrança do valor do frete; extinção da cobrança de pedágio por eixo suspenso em rodovias federais, estaduais e municipais; tabela mínima de frete; e determinação para que 30% dos fretes da Conab sejam feitos por caminhoneiros autônomos.

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Fontes: Abcam, BBC Brasil e G1.

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