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Marialva Ideias Criativas

Nem só de produção de móveis vive o marceneiro. Walter Paes Marialva, de Manaus, é prova disso: reuniu toda sua experiência com a profissão e criou a Marialva Ideias Criativas, que reaproveita os resíduos de MDF para criar quadros e artigos decorativos. Inspire-se com esta história!

Como nasceu a Marialva Ideias Criativas?

Veio de um incômodo que eu tinha quando atuava como marceneiro: o excesso de resíduos. A marcenaria usa grandes painéis de MDF, e há muito desperdício de material bom, pois sobram muitas aparas depois que o compensado passa pelo plano de corte.

Para reaproveitar essa matéria-prima, comecei a fazer quadros e nichos decorativos. O projeto tem dois pilares: a sustentabilidade ambiental, pois diminuímos a produção de lixo, e a ajuda social, visto que, com o apoio da GMAD Centro do Alumínio, ajudamos entidades aqui de Manaus.

Faz apenas seis meses que tiramos a Marialva Ideias Criativas do papel e o negócio está sendo muito bem recebido aqui na cidade, até porque somos os únicos a fazer este trabalho.

Qual é a atuação da GMAD Centro do Alumínio nesta iniciativa?

Foi a empresa que abriu as portas para nós, impulsionando o projeto. Como eles têm um plano de corte para atender os marceneiros, também há grande geração de resíduos lá. A GMAD vende esses restos de MDF para nós por um valor bem acessível e parte da nossa produção enviamos à loja para que eles vendam. Todo o lucro que a GMAD tem com o comércio dessas peças é destinado a entidades que atendem animais abandonados, crianças e idosos.

Somos muito gratos à GMAD por isso. Sem ela, o projeto demoraria 3 vezes mais para se tornar realidade.

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E a produção, como é feita?

Nós usamos apenas material que vai para descarte. Então reaproveitamos embalagens, resíduos de cortes e material avariado. Montamos a estrutura de quadros com o equipamento que eu já possuía do meu tempo de marceneiro e imprimimos a arte em um papel específico. Depois, colamos as impressões na base.

Para as ilustrações, buscamos usar imagens e fotos de artistas aqui mesmo de Manaus, mas também oferecemos diversas temáticas. Nossos quadros variam do tamanho de um cartão de crédito ao tamanho de uma folha A4. E os valores vão de R$ 4 a R$ 20 a unidade. Compras maiores ganham descontos.

Nosso objetivo é produzir arte para todos os bolsos, por isso os valores são baixos. Mas em contrapartida a produção precisa ser intensa. Lucramos na quantidade comercializada. Há, inclusive, quem compre conosco no atacado e revenda no barejo.

Como vocês introduziram o produto no mercado?

Participamos de feiras e mostras. Para cada situação, levamos em média 3 mil quadros. E nosso faturamento está muito bom, gira em torno de R$ 7 mil em eventos de 3 dias. Como o lucro é alto, o retorno financeiro está superior aos tempos de marcenaria.

Há planos de expansão?

Sim! Em dois anos, queremos estar em todo o Brasil. Marcenaria há no país todo, e onde tem produção de móveis, tem resto de MDF. Assim, podemos buscar parceiros em todo o território nacional e expandir a empresa.

Nós já até recebemos pedidos de fora de Manaus, mas por questões de envio e de produção, ainda não estamos atendendo esta demanda. Estamos abertos a novas parcerias, desde que o foco na sustentabilidade seja mantido. Mas a GMAD Centro do Alumínio continuará sempre ao nosso lado.

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