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A freada da economia argentina e os impactos no Brasil

Já faz algum tempo que a população brasileira vem escutando, seja nos telejornais ou até mesmo durante as conversas informais com amigos e familiares, as palavras “crise” e “economia”, não é mesmo? Com certeza, você já deve ter falado sobre isso ou mesmo sentido na pele os impactos no seu dia a dia – ainda mais como empreendedor.

Mas, agora, o que começou a aparecer em destaque nos noticiários – e não só dos argentinos – é a crise econômica que vem tomando conta do nosso país vizinho nos últimos anos. Se você está pensando o que você, como brasileiro, tem a ver com isso, então, este texto é para você! Continue lendo nosso post e entenda o que está acontecendo no cenário econômico da Argentina e como isto pode impactar o Brasil.

O contexto

Há algumas semanas, foi noticiado pelos canais de comunicação brasileiros e internacionais um fato preocupante na Argentina: um agravamento da situação inflacionária, do câmbio e de índices relacionados a pobreza no país. De acordo com o Banco Central argentino, foi registrada uma alta da inflação – que só em março foi de 4,7%, somando 54,7% nos 12 meses anteriores e já de 11,8% no primeiro semestre de 2019 – e do aumento dos preços dos alimentos, que foi ainda maior que o da inflação (6%). A combinação destes fatores também resultou em uma queda da atividade econômica durante o último ano, fato também de alerta, tanto para o contexto nacional como internacional.

Este cenário fez com o que o governo argentino anunciasse, agora em abril, uma série de medidas com o objetivo de conter a alta da inflação e reativar o consumo do país. Entre os itens, está a realização de um acordo com empresas líderes para manter, por ao menos seis meses, os preços de 60 produtos essenciais e de tarifas de serviços públicos durante 2019. Entre os alimentos que terão seus preços congelados estão: óleos, arroz, farinha, macarrão, leite, iogurte, alguns cortes de carne bovina, entre outros. Com relação aos serviços públicos, como energia elétrica, gás, transporte público e telefonia celular, estes não sofrerão novos aumentos durante o ano.

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Os impactos no Brasil

Você deve estar se perguntando: “o que eu tenho a ver com o congelamento dos preços dos alimentos ou das tarifas de serviços públicos argentinos?”. Pois, o que está deixando alguns economistas em alerta não é por este fato em si, mas o que está por trás dele.

Para entender melhor, é só lembrarmos sobre algumas coisas que nós mesmos como brasileiros passamos durante algum período das nossas vidas. Quando o país se encontra em uma situação de crise econômica, qual é uma das primeiras medidas que você toma? Para de comprar e adquirir dívidas mais extensas, certo? Pois, é exatamente por isso que os argentinos estão passando neste momento.

De acordo com os especialistas, a Argentina deve reduzir ainda mais as compras de produtos brasileiros, principalmente dos itens industrializados – em janeiro e fevereiro de 2019, o Brasil exportou US$ 1,4 bilhão em bens manufaturados para o país vizinho, contra US$2,48 bilhões no mesmo período do ano passado.

Outro setor que também pode sofrer impactos é o automobilístico: segundo o Ministério da Economia, a venda de automóveis de passageiros para a Argentina caiu quase 50% em janeiro e fevereiro deste ano, em também comparação com o primeiro bimestre de 2018. No entanto, a maior queda ocorreu com veículos de carga, em que as exportações diminuíram quase 65%. O turismo também já é outro fator que sofreu alterações com a crise e já foi percebida uma queda na quantidade de embarques da população argentina para o nosso país.

De acordo com alguns especialistas, ainda não teremos grandes impactos em nossa economia, como o aumento de preços, por exemplo, mas, ainda sim, a redução na exportação e movimentação de capital em alguns setores pode afetar o faturamento de algumas empresas e, consequentemente, o balanço realizado no final do ano.

Já que estamos falando sobre economia, que tal, agora, saber um pouco mais sobre as perspectivas da indústria e os resultados do setor moveleiro? Confira esta e outras notícias no blog da GMAD.

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