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Marcenaria Faz Design

No dia cinco de novembro é comemorado o dia nacional do design, um conceito bastante amplo que pode ser aplicado no desenvolvimento de produtos ou processos com o objetivo de melhorar aspectos funcionais e visuais, gerando maior conforto, segurança e satisfação dos usuários, bem como ganhos de produtividade e competitividade para as empresas.

Fazer design não é fazer um móvel bonito, é muito mais que isto. O móvel deve ser prático, funcional, atender às necessidades do cliente e estar adaptado ao ambiente que será instalado, afirma o engenheiro José Domingos Duro Couto, proprietário da  Marcenaria Cauduro e Couto, cliente da Madecompen.

Para o empresário, o design conecta o móvel ao usuário ao expressar sua personalidade e sentimentos, gerando benefícios não só para o corpo como também para o espírito.

Na Marcenaria Cauduro e Couto, os projetos são feitos de acordo com o estilo e vontade do cliente, que nem sempre quer seguir uma tendência ou moda. Desta forma, o móvel fica intimista e se torna a representação de um sonho realizado, disse Couto.

O design deve considerar a parte estrutural e estética do móvel, afirma o engenheiro, que faz todos seus projetos manualmente. Ele explica que em seus móveis específico, sempre dispositivos de montagem e todas as emendas e parafusos são embutidos, também tem preocupação especial com a parte elétrica e hidráulica e os acabamentos variam de acordo com o estilo e desejo do cliente, ressalta.

Couto comenta que atende clientes com perfis diversos. Dada ocasião foi procurado por um advogado que gostaria que a mobília de seu escritório tivesse a sobriedade do advogado e a leveza da juventude. Neste projeto, criou peças geométricas feitas no padrão nova embuia da Masisa, combinada com laca acinzentada. Ele finaliza dizendo “não vendemos móveis, mas sim sonhos, quando conseguimos projetar no papel a expectativa, a vontade, personalidade e sentimentos da pessoa, 70% da venda está feita.”

Na EsmartMóveis,  o diferencial está na união da beleza com a funcionalidade, aproveitamento de espaço e ergonomia, garante Marta Eliene Alves dos Santos. A empresária explica que os projetos são feitos por sua filha Samara Santos que é designer de interiores e trabalha na marcenaria há oito anos.

Realizado no software Promob Plus, os projetos da Esmart são feitos de  acordo com o gosto, estilo e necessidade do cliente e utilizam materiais como  laminas em PVC e natural, MDF em padrões madeirados e unicolores, revela Marta para quem o design se traduz em criar peças únicas, funcionais, ergonômicas e que otimizem os espaço, atendendo o desejo de cada cliente dentro de sua realidade.

Bem humorado, o marceneiro Luiz Nicolau Correia Filho, ou Nico como gosta de ser chamado, é proprietário da NC Design e concorda que o móvel não pode ser só bonito. O projeto tem que ser diferenciado, exclusivo e prático.

Para ele, o design está diretamente ligado à inovação em processos e produtos. Explica que tem uma parceria muito forte com arquitetos e para atender este público tão exigente investe em tecnologia como softwares, maquinário, inclusive estrutura completa para execução de processos de pintura. Até porque seus clientes especificam materiais como laca, pintura em vidro e MDF revestido.

Na NC Design, o design se faz presente não só em novos projetos, a empresa é especializada no processo de restauração de mobiliário, onde a preservação das características que determinam o design da peça têm que ser rigorosamente preservadas, conclui Nico.

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Design Sustentável

Diferente do Ecodesign que considera somente os aspectos ambientais, o design sustentável atende aos três pilares da sustentabilidade, portanto não prejudica o meio ambiente, colabora com a comunidade do entorno da empresa e gera renda e lucro.

Em São Paulo, encontramos uma marcenaria que desenvolve móveis e peças decorativas a partir do reaproveitamento de resíduos, Trata-se da Mais Marcenaria dirigida pela designer Ana Paula Soares.

Ana Paula explica que se sentia muito incomoda ao ver um material rico sendo joga fora, muitas vezes de forma inadequada comprometendo a natureza e as pessoas. Foi então que decidiu transformar o que era lixo em produto de valor agregado. Desta forma, reduz o impacto ambiental, gera mais lucro para sua empresa e também  renda para a comunidade, pois sempre que possível ensina jovens carentes a transformar o resíduo em renda através da fabricação de pequenas peças lúdicas.

Formada pela ETEC Guaracy Silveira, a designer revela que reaproveita praticamente tudo, sobras de MDF, compensado, laminados em geral até folhas de madeira, fitas de borda, paletes, mostruários que saem de linha, azulejos, pastilhas, vidro, espelho, papel de parede, tecido. O resultado são peças exclusivas e sustentáveis.

O Designer e o mercado

Embora o design tenha se revelado de extrema importância para a competitividade das empresas, o setor moveleiro emprega poucos designers, relata o coordenador do curso de design de móveis, da ETEC Guaracy Silveira, Luiz Augusto Silva Lima.

Segundo o coordenador, o curso técnico de designer forma um profissional completo para mercado de trabalho, pois está habilitado a desenvolver projetos de mobiliário com design, considerando aspectos estéticos, técnicos de acordo com normas vigentes de funcionalidade e ergonomia, aliado aos conceitos de sustentabilidade e ao conhecimento dos materiais disponíveis no mercado.

No entanto, a indústria moveleira e as marcenarias absorvem muito pouco esta mão de obra. Ele atribui este distanciamento ao fato da maioria das marcenarias serem familiares, diz que as indústrias do setor não apostam no design e no designer brasileiro. Para ele os móveis ainda seguem padrões europeus e o consumo é americanizado.

Já Christian Ullmann, professor e coordenador do IED Lab do Instituto Europeodi Design, diz que o mercado brasileiro está maduro para produzir e consumir móveis com design, pois, segundo ele, o mercado é dinâmico e está em continua mudança.

Esta nova realidade exige dos empresários do setor moveleiro muita mais atenção e entendimento para poder acompanhar o seu mercado. Fazer o mesmo produto durante 10 ou 20 anos não está dando certo, hoje o comportamento do consumidor exige contínua revisão dos produtos oferecidos e do modelo de negócio.

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O professor explica que no IED, o aluno é estimulado a ter uma abordagem criativa e crítica para propor novas alternativas e soluções para os problemas do cotidiano, uma metodologia com ênfase na pesquisa, na reflexão e na prática.

Ullmann afirma que quando se fala em design, o pensamento do designer está alicerçado no desenvolvimento de projetos de novos produtos e a inovação é o que o motiva. Ele ressalta que a inovação deve estar na utilização da matéria prima, nos processos produtivos, em novos usos, novos procedimentos de gestão e a disseminação de conhecimentos relacionados às questões atuais de sustentabilidade, globalização e identidade cultural.

Para o coordenador, o maior desafio dos empresários da marcenaria é conseguir criar um diferencial de mercado, o que pode ser obtido através do design. Isto porque em um mercado tão competitivo como o de mobiliário, ao criar um novo produto, o designer deve considerar todos os aspectos possíveis, desde material, processo produtivo, logística, comercialização, relação com o cliente, usabilidade, reciclagem do móvel após seu descarte.

Portanto, deve ter um modelo de negócio atraente e conectado com a demanda e necessidades da sociedade. Antigamente ter um acabamento especial ou alguma tecnologia produtiva era suficiente para ter um produto diferenciado, hoje a maioria das empresas tem acesso às mesmas tecnologias e ou materiais.

O especialista explica ainda que no passado, o design era só utilizado para o desenvolvimento de um novo produto, hoje é aplicado na melhoria de processo, na criação de um sistema, serviço ou novo negócio. Isto por meio da técnica do Design Thinking, que é a metodologia do design aplicada a todas as áreas do mercado, impactando profundamente no modelo mental das pessoas pela busca de soluções em produtos, serviços e ambientes.

PEÇAS DIVERSAS

A sustentabilidade é outro aspecto que o coordenador observou, disse que é uma demanda social que deve ser atendida pelas marcenarias para conquistar clientes que valorizam o móvel sob medida. Gastar menos energia e água na produção, usar menor quantidade de matéria-prima, utilizar um acabamento à base de água e madeiras provenientes de fontes renováveis e ter um melhor relacionamento com a comunidade de entorno da marcenaria são variáveis que tem que ser consideradas no dia a dia da empresa e continuamente melhoradas. O mais interessante disto é que estas novas demandas também trazem competitividade para o negócio, finalizou o coordenador do IED.

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